24.9.14

É pro' pézinho




Perdi-me de amores por estes botins Camel em pele. Andava à procura de uns botins castanhos de que gostasse mesmo há já algum tempo e foi este ano que os encontrei. Esta cor, para além de ser linda, tem a vantagem de ficar bem com tudo, tanto para o lado dos pretos, como para o lado dos castanhos. Da Pull & Bear, uma loja onde encontro sempre coisas muito giras e diferentes.






Há lá calçado mais confortável para andar que umas belas (e molinhas) sabrinas? Pouco nos importa se são pouco apreciadas pelo sexo masculino, as sabrinas são versáteis, práticas, elegantes e confortáveis. Estas são da Primark e foram uma óptima compra, é como andar de pantufas :) 




Eis que chegamos aos mocassins bordeaux/acastanhados (nunca sou muito boa a identificar cores!) que me cegaram mal os vi. Queria uns mocassins fofinhos com berloques há algum tempo, e mal vi estes agarrei-os de imediato (nem os experimentei na loja). Adorei a cor, super quentinha e combinável com (praticamente) todas as cores que uso no Inverno. Faço só uma recomendação: não façam como eu e não os usem pela 1ª vez sem meias, fiquei com as chagas de Cristo inscritas nos meus pézinhos. Agora ando de sandálias com os pés à chuva até que fiquem bons, dado que não consigo, MESMO, calçar sapatos fechados (nem mesmo sabrinas!). De resto, são lindos e são da Zara :)

Boas compras, 

Beijinhos!

23.9.14

The Girl Effect

Decidi fazer este post porque vi este vídeo há uns dias e não me saiu da cabeça. Antes de o ver pensei que fosse apenas mais um video de sensibilização sobre a importância da igualdade de oportunidades para os mais novos, essencial para que consigam escolher livremente e construir o seu futuro. Depois de o ver, este vídeo disse-me muito mais. Acho que tem uma mensagem muito completa que nos faz agradecer por todas as oportunidades que nos foram dadas desde pequenos. E faz-nos também perceber como é fácil seguir outro caminho, um caminho sem escolhas e sem futuro.


É arrepiante como esta realidade nos pode passar ao lado. Nas nossas vidas mais ou menos confortáveis, em que não passamos dificuldades, em que fomos tendo a possibilidade de construir o nosso futuro porque nos deram oportunidades e pudemos escolher, é fácil esquecermos que existem muitas crianças no mundo que nascem já em ambientes condicionados e dificilmente vão conseguir seguir outro caminho. Estas crianças não têm as mínimas possibilidades para escaparem deste meio. É muito triste pensar que uma criança pode nascer num ambiente que a priva automaticamente desde a nascença de direitos básicos seus, como é o caso do direito à protecção.

E o relógio continua a contar...

Fiquei a pensar nisto.

Beijinhos e boa noite

No Outono, um miminho para o nosso cabelo

Foi no ano passado, por volta desta altura (início do Outono), que senti pela primeira vez que me estava a cair mais cabelo do que era habitual no resto do ano. Decidi ir à farmácia e foi-me então sugerido pelo farmacêutico este suplemento vitamínico/alimentar da RENE Furterer: o Vitalfan.

O tratamento deve ser feito durante três meses (também pode ser menos tempo, mas o indicado são os 3 meses) e a embalagem que vos mostro abaixo já vem com três embalagens pequeninas lá dentro, cada uma para um mês. Acreditem ou não, notei imensas diferenças boas no meu cabelo. A queda sazonal praticamente parou, parecia impressionante mas quase não me caia cabelo, mesmo. O cabelo estava com uma consistência melhor, com um toque mais forte, parecia que tinha mais cabelo. Também notei mais brilho. Resumindo, adorei! Gostei tanto que este ano voltei a comprar.

Na embalagem deste suplemento vem escrito "Reaccional", uma vez que este Anti-Queda não é para tomar em caso de queda de cabelo hereditária ou hormonal (para esses casos, a marca tem dentro desta linha outros Anti-Queda). Este Anti-Queda é reaccional porque reage a factores externos ou "esporádicos", como é o caso das mudanças de tempo das estações do ano, stress, cansaço, etc.

Estou a fazer publicidade gratuita a este produto porque gostei mesmo mesmo dele. Se sentirem que vos está a cair mais cabelo nesta altura do ano, não se assustem, é natural. No entanto, se vos fizer confusão (como a mim) e quiserem tomar alguma coisa, eu recomendo este suplemento :) 

Se estiverem a pensar tomar alguma coisa, também é sempre boa ideia informarem-se junto do vosso farmacêutico. Da minha parte, se quiserem algum esclarecimento e eu puder ajudar, é só deixarem comentário abaixo ou enviarem e-mail. Deixo as imagens abaixo: 




Bom início de estação! ;)

Beijos

19.9.14

O que é, afinal, uma "menina da linha"?

Depois de escrever o post "Lisboa, Lisboa" (que se pode ler aqui), fiquei com a sensação de que existem muitos significados (polémicos) para a expressão "menina da linha". Aparentemente, esta não é uma expressão inofensiva e de significado simples e factual. Cuidado, por isso, com a sua utilização, porque esta expressão pode acordar as maiores sensibilidades e levar-nos ao pior.

No referido post, caí no erro de me assumir como "menina da linha". Claro que, os comentadores mais astutos não perdoaram e caíram-me em cima. Tal qual justiceiros, acusaram-me de tentar "ludibriar" as pessoas com tamanha mentira. Mais ainda, com esta designação estava a ser "presunçosa" e a tentar "abrilhantar-me de fama antiga" (não vos consigo explicar melhor pois também eu não percebi). Tau, toma que já foste. Pensava eu que escapava impune com a do "ah e tal que eu sou menina da linha porque nasci, cresci e vivi em Oeiras durante toda a minha vida", mas não. Menina da linha ao que parece, é muito mais. É profundo. Ora atentem.

Pelos vistos, e informo-vos disto porque sou uma pessoa boazinha e solidária e não quero que vocês caiam no mesmo erro que eu, uma "menina da linha" não tem necessidade de dizer que o é. Pimba. Portanto, quando tiverem de dizer de onde são não caiam no erro de dizer "Sou de Lisboa", "Sou do Barreiro", Sou de Alijó", porque senão estarão a ser de tal forma presunçosos que nem 10.000 Avé Marias vos valerão. Vão por mim. A pessoa quando é de um sítio não tem necessidade de dizer que é, se disser é porque não é verdadeiramente desse sítio. Ah pois é! Desta não estavam à espera meus amigos.

Depois vem outro profeta da moralidade e brinda-nos com "é por haver pessoas assim que depois as verdadeiras meninas da linha acabam por ter uma conotação menos positiva". Oi? As verdadeiras? O que é isso? Têm pedigree? A cerejinha no topo do bolo é quando diz "se a visse na rua não diria que era uma menina da linha. Nada a ver". Oi oi? 

Foi então que aprendi mais uma coisa. Uma menina da linha vê-se pela aparência, topa-se à distância de um só olhar. E esta senhora, que nunca me viu, topou-me logo. Pobre de mim que tive o azar de me cruzar com uma profissional. Pois é, eu sei que estou a dar-vos muitas novidades e é muita informação para assimilar, mas ao que parece uma menina da linha deve obedecer a determinados critérios de aspecto. Não basta ser de lá, ter vivido lá desde sempre e ser uma pessoa de conduta normal. Nã nã nã! Uma menina da linha deve obedecer a uma lista mais ou menos como esta:
- Deve ter cabelo liso, castanho claro com as pontas mais claras;
- Deve ser magra e alta (pode não ser muito alta vá);
- Deve ser bonita, ao estilo das suas amigas "Teresinhas", "Madalenas" e "Rosarinhos";
- Deve vestir-se bem, ao estilo de todas as suas amigas e restantes "meninas da linha" dos arredores
- Deve tratar a família toda (incluíndo os irmãos mais novos, o peixe, o cão e o periquito) por "você";
- Deve ter uma voz com um tom 67,5% anasalado;
- Deve ter frequentado colégios e depois faculdade na Católica;
- Deve ter monteees de primos e irmãos e uma família enormeee.

Como não sou muito entendida nesta matéria das meninas da linha, admito que me possam ter faltado mais alguns requisitos importantíssimos para a identificação da espécie. Se se lembrarem de mais alguns, podem sempre deixá-los nos comentários abaixo. Pode ser que um dia consigamos escrever um livro só com este tema.

Meus bons amigos, não me alongando mais (apesar de ainda muito haver para discorrer sobre tão profundo tema), como vêm o conceito de menina da linha tem muito que se lhe diga, é matreiro. E eu a pensar que uma menina da linha era uma rapariga normal que sempre tinha vivido em Oeiras, junto à praia. Inocência e ignorância a minha. A querer fazer-me passar pelo que não sou. Desta não me esqueço. Shame on me!