Nude ou camel? Uma das dúvidas que assola a minha mente por hoje.
6.5.15
5.5.15
Chegou!!!
Fiz a minha primeira compra na ASOS e foi super fácil e rápido! Depois faço um post a partilhar a minha experiência para vocês saberem e poderem também encomendar os vossos must have deste Verão (que muito provavelmente ninguém terá igual!)
O jumpsuit é lindo!!! Babada por ele. Depois mostro como ficou! ;)
Beijinhos!
Sem maquilhagem
Bom dia! Como estão? É terça-feira (já avançámos um dia em direção à casa do fim-de-semana yeeeyy!) e o dia não está tão mau como ontem. A propósito da Gala MET 2015 em Nova Iorque (e também porque já tinha encontrado estas imagens há uns dias), hoje deu-me para escrever sobre a temática "com e sem maquilhagem". Sendo eu uma rapariga que gosta de se apresentar maquilhada no meu dia-a-dia, há sempre um dia ou outro que, ou por falta de tempo, ou por falta de vontade, saio à rua de cara lavada. E depois, não sei porquê, magicamente, parece que esses dias nunca correm tão bem! Também vos acontece? Do género, "eu sabia que me devia ter maquilhado!". Parece que é uma relação causa-efeito direta, nos dias em que não ponho nem uma pontinha de maquilhagem no rosto o dia descamba e há sempre coisas que não correm bem. Também vos acontece?? Agora a sério, eu bem sei porque é que isto acontece. E vocês também. Nos dias em que não me maquilho parece que já não me sinto tão bonita e tão bem comigo, o que faz com que automaticamente já não me sinta tão confiante. Isto não acontece sempre, é claro. Mas por norma, é o que sinto quando não me maquilho! O que é uma grande estupidez. As revistas, jornais e televisão mostram-nos a toda a hora atrizes e modelos com peles e caras perfeitas (às vezes até demais!), com um ar tão encerado que às vezes já nem parecem pessoas reais. Impingem-nos a todas (e todos) um ideal de beleza que não existe a não ser que se passe por um cabeleireiro e maquilhador diariamente antes de sair de casa. É certo que este tema já está cansado de ser tão debatido de tão velho que é e, provavelmente, não vou acrescentar nada com o que estou a escrever. Mas apeteceu-me relembrar a todas as mulheres que a beleza natural, juntamente com a felicidade que irradiamos e com a nossa energia e brilho próprios e únicos, aquele nosso inner glow, são a verdadeira essência da nossa beleza. E devemos sentir-nos bonitas, seguras e confiantes quer estejamos maquilhadas ou não. A nossa beleza é real, tal como o mundo real em que vivemos.
Espero que apreciem (e sejam apreciadas!) a vossa beleza natural e ao natural. Deixo-vos com algumas imagens de mulheres lindas com a sua beleza ao natural :)
Anne Hathaway
Rihanna
Rose Byrne
Madonna
Heidi Klum
Kristen Stewart
Kate Upton
Amanda Seyfried
Vanessa Hudgens
Tyra Banks
Jennifer Aniston
Juliette Lewis
Tori Spelling
Katie Holmes
Jennifer Lawrence
Olivia Wilde
Kim Kardashian
Taylor Swift
Uma óptima terça-feira! :)
4.5.15
Elogio da solidão
"Existe um claro sentido pejorativo nas frases de quem fala da solidão. Como se, das duas uma: ou um sujeito não é suficientemente interessante para se fazer rodear de umas quantas pessoas ou, por outro lado, é de tal forma egoísta que priva os outros do gozo que é partilhar tempo e espaço consigo. Qualquer uma destas visões é, contudo, tacanha e deveria, por isso, ser expurgada da face dos pensamentos dos homens.
Há poucas maravilhas maiores que estar só. Logo para começar, não há mais ninguém no planeta que possamos conhecer tão bem, ou de tão perto, como ao ser que vive debaixo do penteado que trazemos à rua. E mesmo que não o conheçamos assim tão bem, ao menos temos acesso aos bastidores, em tempo real, durante todo o tempo em que somos capazes de nos manter conscientes.
Entendo que o temor de atravessar intermináveis horas na posse dos nossos próprios pensamentos seja, para alguns, de um clamor imenso. Sabemos lá que loucuras se escondem nos recantos mais obscuros das nossas mentes. Que monstros, que ideias homicidas, que destruições à espera de uma minúscula provocação. Não obstante o risco, atirem-se de cabeça. Uns vinte quilómetros de condução (sem música ou outras locuções invasivas), um passeio num bosque longe dos incómodos telemóveis ou uma simples tranca numa porta poderão muito bem capazes de fazer milagres.
Devíamos perder mais tempo connosco – eis uma infeliz expressão. O tempo é nosso e só o devíamos dispensar quando dele não necessitamos. Por isso, este recurso utilizado connosco, que dele somos dono, não é uma perda mas um ganho. Quanto mais tempo gastamos a olhar, a ver, a reparar, mais pormenores encontrará a visão. Assim sendo, é um ganho, entenda-se, para todos: nós, os solitários, descobrimos mais uma página do livro e acabamos por recicliar, de certa maneira, as regras de toda a história; os outros, que tanto e tão bem nos querem, encontrarão sabedorias renovadas e redescobertas.
Estar só é, se quisermos, uma performance ao espelho. É apreciar a pessoa de quem nunca nos havemos de livrar até ao dia em que o último suspiro se nos esvair lábios fora. Não há narcisismos aqui. Apenas um prazer em conhecer em privado a personagem mais completa (e complexa) do filme que andamos a interpretar, escrever e realizar. Portanto, aos que gostam de estar sozinhos, não deixem que a culpa vos tolde as vontades. E aos que não gostam de nos deixar sós, uma garantia: a gente volta."
Texto de Nelson Nunes, 15/12/2014, retirado de Jornal Público
Um belíssimo texto, não podia deixar de partilhar!
Bom dia e uma óptima semana! :)
Beijinhos
Há poucas maravilhas maiores que estar só. Logo para começar, não há mais ninguém no planeta que possamos conhecer tão bem, ou de tão perto, como ao ser que vive debaixo do penteado que trazemos à rua. E mesmo que não o conheçamos assim tão bem, ao menos temos acesso aos bastidores, em tempo real, durante todo o tempo em que somos capazes de nos manter conscientes.
Entendo que o temor de atravessar intermináveis horas na posse dos nossos próprios pensamentos seja, para alguns, de um clamor imenso. Sabemos lá que loucuras se escondem nos recantos mais obscuros das nossas mentes. Que monstros, que ideias homicidas, que destruições à espera de uma minúscula provocação. Não obstante o risco, atirem-se de cabeça. Uns vinte quilómetros de condução (sem música ou outras locuções invasivas), um passeio num bosque longe dos incómodos telemóveis ou uma simples tranca numa porta poderão muito bem capazes de fazer milagres.
Devíamos perder mais tempo connosco – eis uma infeliz expressão. O tempo é nosso e só o devíamos dispensar quando dele não necessitamos. Por isso, este recurso utilizado connosco, que dele somos dono, não é uma perda mas um ganho. Quanto mais tempo gastamos a olhar, a ver, a reparar, mais pormenores encontrará a visão. Assim sendo, é um ganho, entenda-se, para todos: nós, os solitários, descobrimos mais uma página do livro e acabamos por recicliar, de certa maneira, as regras de toda a história; os outros, que tanto e tão bem nos querem, encontrarão sabedorias renovadas e redescobertas.
Estar só é, se quisermos, uma performance ao espelho. É apreciar a pessoa de quem nunca nos havemos de livrar até ao dia em que o último suspiro se nos esvair lábios fora. Não há narcisismos aqui. Apenas um prazer em conhecer em privado a personagem mais completa (e complexa) do filme que andamos a interpretar, escrever e realizar. Portanto, aos que gostam de estar sozinhos, não deixem que a culpa vos tolde as vontades. E aos que não gostam de nos deixar sós, uma garantia: a gente volta."
Texto de Nelson Nunes, 15/12/2014, retirado de Jornal Público
Um belíssimo texto, não podia deixar de partilhar!
Bom dia e uma óptima semana! :)
Beijinhos
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